Papa garante que Vaticano ajudou judeus durante II Guerra Mundial.

O papa assegurou, na sua visita à Sinagoga de Roma, que o Vaticano ajudou os judeus durante a II Guerra Mundial, se bem que «às escondidas e de forma discreta». Antes, o líder da comunidade judaica em Roma tinha pedido ao papa para abrir os arquivos relativos a Pio XII.
O papa garantiu, este domingo, que o Vaticano ajudou os judeus «às escondidas e de maneira discreta» durante a II Guerra Mundial, defendendo assim o seu antecessor Pio XII, muitas vezes acusado de manter o silêncio durante o Holocausto.
Na sua visita à Sinagoga de Roma, Bento XVI perguntou-se como não seria possível «lembrar dos judeus romanos que foram retirados das suas casas» e «mortos em Auschwitz» e das suas «caras, nomes, lágrimas e desespero de homens, mulheres e crianças».
«Nessa altura, muitos ficaram indiferentes, mas muitos, incluindo os católicos italianos, apoiados pela fé e pelo ensinamento cristão, reagiram com coragem, abrindo os braços para socorrer os judeus em fuga que corriam risco de vida», acrescentou.
Esta declaração de Bento XVI foi aplaudida na sala, mas o mesmo não aconteceu quando o Sumo Pontífice se referiu à «acção de socorro, às escondidas e de forma discreta» que disse ter sido feita altura pela «Sede Apostólica».
«A memória destes eventos deve fazer-nos reforçar as ligações que nos unem para que sempre fique engrandecida a compreensão, o respeito e o acolhimento», acrescentou o papa, na primeira visita de um líder máximo da Igreja Católica desde 1986, altura em que João Paulo II visitou esta sinagoga.
Antes, o chefe da comunidade judaica em Roma tinha pedido ao papa a abertura dos arquivos relativos a Pio XII, cujo silêncio perante o Holocausto, na opinião de Riccardo Pacifici, foi «doloroso e representa uma ocasião perdida».
«Talvez ele não tivesse conseguido parar os comboios da morte, mas teria transmitido um sinal, uma palavra de grande reconforto, de solidariedade humana para os nossos irmãos que foram enviados para Auschwitz», acrescentou.
Pacifici defendeu ainda que, para que haja um «julgamento justo», que «com o maior respeito, que os historiadores tenha acesso aos arquivos do Vaticano sobre este período e todos os eventos ligados à derrocada da Alemanha Nazi».
Fonte:TSF Rádio e Noticias
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